Publicado por Redação

O absinto é uma planta medicinal muito utilizada na digestão, mas também possui outros benefícios. Essa planta deve ser utilizada com muito cuidado, pois alguns de seus componentes podem ser tóxicos. Conheça agora um pouco mais sobre essa planta e como usa-la corretamente.

Origem

O absinto, conhecido cientificamente como Artemisiae absinthium L., também é popularmente conhecido como losna. É uma planta que tem sido usada desde tempos muito antigos.

Na Grécia Antiga ela era dedicada à deusa Artemis, conhecida como a deusa da fecundidade e da caça. Possui vários nomes em todo o mundo, alguns deles são: erva-dos-vermes, alenjo, sintro, erva-do-fel, amargosa, alvino, acintro, entre muitos outros. Essa planta geralmente cresce na Europa, Ásia e em algumas regiões da América do Norte e do Sul (aqui no Brasil).

O absinto é muito utilizado em tratamentos vermífugos e também digestivos, mas essa planta contém uma substância muito tóxica em sua composição e isso faz com que seu uso deva ser ainda mais moderado. As pessoas fazem ainda o licor de absinto, que é uma bebida alcoólica muito conhecida como “fada verde”.

Absinto

Foto: Reprodução

Características

O absinto pode ser encontrado nas montanhas e gosta muito de solos secos. O seu caule é reto e mede entre 1e 1,20 metros de altura, as suas folhas são recortadas e de cor verde-acinzentada, suas flores são amarelas e bem estreitas, reunidas em pequenos cachos. É colhida no verão e após a colheita os caules são jogados fora, enquanto as flores e as folhas são conservadas e secadas à sombra.

Propriedades e uso

Entre seus principais constituintes temos: o óleo essencial, tuiona (a substância tóxica que pode ser encontrada no álcool, mas não nas infusões), substâncias amargas, lactonas sesquiterpênicas, silício, flavonóides, taninos.

Suas partes mais usadas são as folhas e as flores. Entre as suas propriedades se destacam: o estomáquico, amargo, antelmíntico, aromático, estimulante do apetite e outros.

O absinto é muito indicado no tratamento de problemas digestivos não funcionais, como a acidez gástrica, distúrbios digestivos, anorexia, falta de apetite, flatulências, inchaços, anemia, vômitos, dispepsias, cólicas menstruais e outros problemas.

É possível fazer infusões (onde devem ser consumidos 1 a 2 colheres de café por copo de água, 2 a 3 vezes ao dia), em pó ou em tintura. Esta última pode ser encontrada nas farmácias e é utilizada em gotas, que devem ser tomadas em um copo de água de 2 a 3 vezes ao dia. Para fazer o chá, basta ferver meio litro de água e em seguida deslisgar o fogo, após isso se coloca uma colher de sopa da folha e deixa abafado por 10 minutos.

Contraindicações e efeitos colaterais

Por possuir tuiona, uma substância tóxica do absinto, é preciso ter cuidado pois ele pode ser tóxico. O consumo de doses elevadas, tanto dos chás, como de outros preparos dessa planta podem causar tremores, convulsões, tonturas e até delírios. Já foram registrados vários casos de intoxicação e até de mortes provocadas pelo uso de um licor obtido pela maceração do absinto em álcool.

Mulheres grávidas, crianças e lactantes não devem consumir o absinto, assim como pessoas que apresentam úlceras ou gastrite.

ATENÇÃO: Nosso conteúdo é apenas de caráter informativo. Todo procedimento deve ser acompanhado por um médico ou até mesmo ditado por este profissional.