Publicado por Redação

Nativa das regiões de cerrado e pântano, o nó de cachorro, de nome científico Heteropterys afrodisíaca, é uma planta com partes engrossadas e nós nas raízes, lembrando um pênis de cachorro – origem de seu nome. É um arbusto, que pode chegar a 1,3 m de altura, seus ramos são avermelhados, suas flores são amareladas e sem fragrância. Também conhecida como no de cochero e no de cochera, a planta é encontrada no Brasil em Goiás e no Mato Grosso.

Nó de cachorro

Foto: Reprodução

Benefícios e propriedades

Muito usada popularmente, a planta age como afrodisíaca, estimulante, hipocolesterolêmico, antioxidante, anti-ulcerogênica, vasodilatadora, tônica, além de agir nas debilidades nervosas. É eficaz ainda no alívio dos sintomas e na prevenção de úlceras, além de ser um ótimo revigorante físico e mental.

Seus benefícios envolvem ainda a redução dos efeitos colaterais da Ciclosporina, medicação fundamental no tratamento de doenças autoimunes, como danos ao sistema reprodutor e às células de Leydig, que podem levar à infertilidade.

Reações adversas

Para evitar que o tratamento possa trazer efeitos negativos, consulte sempre um médico especializado em produtos naturais. A planta pode trazer reações alérgicas, e o chá, quando tomado em excesso, pode provocar danos ao sistema reprodutor, principalmente masculino, podendo até causar infertilidade.

Chá de nó de cachorro

Para preparar o chá, use a proporção de duas colheres de sopa das plantas para cada litro de água. Coloque a água em um recipiente e leve ao fogo. Quando alcançar fervura, adicione a erva e deixe ferver por mais dez minutos, então desligue o fogo. Tampe e deixe em repouso por dez minutos e, após esse período, coe e beba de duas a três xícaras ao dia.

O chá alivia e previne úlceras, é um forte estimulante sexual, revigorante físico e mental, auxiliar para quem tem problemas de visão leves, controla o colesterol alto e estimula a memória.

Pesquisas

Estudos relacionados às propriedades medicinais desta planta continuam sendo realizados. Testes com ratos mostraram que é uma planta atóxica. Em outro teste, animais mais idosos ingeriram a planta por longos períodos, aumentando a capacidade de aprendizado e a melhoria na memória. Ratos idosos que fizeram uso da erva, tiveram nível de aprendizado semelhante ao dos ratos novos que não consumiram a planta. Seus benefícios antioxidantes em cérebros de ratos, foram comprovados tanto com estudos in vitro quanto in vivo.

Todos os resultados foram obtidos com o uso constante e por um longo período.

ATENÇÃO: Nosso conteúdo é apenas de caráter informativo. Todo procedimento deve ser acompanhado por um médico ou até mesmo ditado por este profissional.